
A boa parte é que agora começo a me lixar de forma mais incisiva para o que os outros pensam e ando fazendo coisas que jamais faria há alguns anos atrás. Usar franja é uma dessas coisas (sempre tive a maior implicância com gente negra de franja - olha eu), dormir é algo que saiu da minha rotina também, trabalhar e não render nada, tomar uns 4 banhos mesmo em dias frios para chorar as mágoas melhor. É essa coisa nova que tenho agora. Sim, porque todo mundo toma pé-na-bunda, tem decepção amorosa, se separa e eu, inclusive, tenho a bunda com mais marcas de pé que conheço. Para ser bem honesta, nem doía mais. Entretanto, agora que estou ficando senil, eu tenho essa coisa nova: chorar. E não é um chorinho daqueles que a gente dá umas fungadinhas e passa, não. É aquele que parece uma inundação, como se o muro da represa tivesse caído. O rosto vai ficando quente, os olhos marejados e essas lágrimas grossas vão caindo no meu peito - note que eu disse caindo e não rolando pelo rosto. Se eu não estivesse ocupada inundando meu decote eu até acharia engraçado.
A coisa toda se agregou a minha rotina de uma forma tão real e constante que já tenho técnicas para chorar em lugares públicos sem que ninguém perceba e até em casa. Outro dia levei o cachorro para dar uma volta na praça, aproveitei que estava vazia e abri o berreiro. Logo apareceu um guardinha, sei lá de que buraco, para saber se eu estava bem. Eu só queria chorar alto, moço, eu disse entre soluços e com o nariz escorrendo, um charme. Ele fez aquela cara que se faz quando alguém maluco diz algo. Fez menção de se afastar, mas resolveu colocar a mão no meu ombro e dizer que tudo ia melhorar. Oras, que idéia! É claro que chorei mais ainda. Esse deve ter sido assim o ponto alto do meu filme B pessoal: chorar no peito do guardinha da praça enquanto meu cachorro abraçava a perna do sujeito com intenções sexuais. Ainda bem que não me perguntou o porquê, eu nem teria uma resposta melhor do que:"Não sei, um dia acordei e não parei mais de chorar, que inusitado, não?"
E ainda tem gente que vem com aquele papo de chora-minha-filha-que-faz-bem. Pois sim. Todas as músicas parecem dizer algo diretamente para mim. E não é nada de natureza emo, não me entenda mal. Eu não penso em me ferir, mas as comportas estão abertas. Eu chorei assistindo "Os Simpsons" no outro dia, peloamordedeus. Eu contaria mais sobre técnicas lacrimosas, mas está na hora da minha choradinha matinal.
A coisa toda se agregou a minha rotina de uma forma tão real e constante que já tenho técnicas para chorar em lugares públicos sem que ninguém perceba e até em casa. Outro dia levei o cachorro para dar uma volta na praça, aproveitei que estava vazia e abri o berreiro. Logo apareceu um guardinha, sei lá de que buraco, para saber se eu estava bem. Eu só queria chorar alto, moço, eu disse entre soluços e com o nariz escorrendo, um charme. Ele fez aquela cara que se faz quando alguém maluco diz algo. Fez menção de se afastar, mas resolveu colocar a mão no meu ombro e dizer que tudo ia melhorar. Oras, que idéia! É claro que chorei mais ainda. Esse deve ter sido assim o ponto alto do meu filme B pessoal: chorar no peito do guardinha da praça enquanto meu cachorro abraçava a perna do sujeito com intenções sexuais. Ainda bem que não me perguntou o porquê, eu nem teria uma resposta melhor do que:"Não sei, um dia acordei e não parei mais de chorar, que inusitado, não?"
E ainda tem gente que vem com aquele papo de chora-minha-filha-que-faz-bem. Pois sim. Todas as músicas parecem dizer algo diretamente para mim. E não é nada de natureza emo, não me entenda mal. Eu não penso em me ferir, mas as comportas estão abertas. Eu chorei assistindo "Os Simpsons" no outro dia, peloamordedeus. Eu contaria mais sobre técnicas lacrimosas, mas está na hora da minha choradinha matinal.
[Cry me a river]