março 20, 2009

There There


É claro que estarei lá. Não porque está na moda, mas porque eu esperei por isso por 15 anos. Lá em 1994, a versão aborrecente de mim entrou em uma loja e comprou Pablo Honey. Amor fiel e eterno desde então, mesmo com os amigos criticando. Engraçado ver que quem sempre me criticou também vai ao show.

Já para mim, esse show tem todo um significado que transcende modinhas, maneirismos, fads e afins. Foi por causa do mesmo Radiohead que assumiu o posto de banda preferida desde a aborrecência, que conheci meu namorado há quase dois anos atrás, ou talvez tenha sido o que o encorajou, em sua timidez, a falar comigo. Eu escrevi toda essa lengalenga só para afirmar que chorarei hoje como todas aquelas menininhas fanáticas - que cena!
Mas eu tenho motivos, não tenho?


fevereiro 24, 2009

Carnaval é a contração do meu ovário esquerdo


Hoje é oficialmente o último dia dessa palhaçada baseada na celebração trazida pelos portugueses, o entrudo, para celebrar num primeiro momento, a vinda da família real, ou seja, estão todos festejando até hoje a nossa condição de colônia explorada e escravizada - condição presente, uma vez que o que somos é reflexo de tudo isso - cada um no seu quadrado, tomando no redondo até hoje e comemorando. Vergonha alheia, viu? E eu nem falei de todo o resto, como por exemplo a baixaria que já conhecemos e que ajudou a botar nosso país no mapa, né? Principalmente no da prostituição!! Mais um motivo digno de comemoração, certo? Eu nem vou falar das escolas de samba...

Dis-f***ing-gusting.

fevereiro 21, 2009

Seu Creysson legacy

Já notou a quantidade de pessoas colocando a seguinte legenda em suas fotos:

"Simplismente sem palavras."

Detalhe para o simplismente que vem de simplis, é claro. A pior parte: é uma epidemia que já se alastrou pelo país afora.
E a frase em si, o que significa? Se não tem palavras, para que diabos escrever a legenda, né?

Eu tenho muito medo do Orkut. Simplesmente apavorante.

fevereiro 17, 2009

Eu, Dima e Fifi

Eu já devo ter mencionado em algum momento que meu namorado é russo. Ou não. Enfim, o fato é que ele é. Morou na Rússia até 16 anos de idade e por isso, é bacana identificar a diversidade cultural, a diferença de hábitos e coisas assim. Aprender um pouco da língua e da cultura é inevitável e divertido também. Só comecei assim, porque eu queria falar sobre um dos meus bloqueios.
Pois bem, eu nunca conseguia ler Dostoiévski porque eu achava cansativa demais a variedade de nomes e apelidos de seus personagens. O resultado é que eu sempre pensava estar lendo a respeito de uns 16 indivíduos, quando na verdade só existiam 8. Eu nunca engoli minha má vontade com o autor.
Então conheci meu namorado, que inclusive NÃO gosta do famigerado Fiodor. Um cara chato de escrita pretensiosa e exageradamente prolixa, disse ele. Depois de um ano e lá vai fumaça (que termo mais cafona: AMO!) de namoro, dá pra afirmar que comecei a pegar os processos da língua russa (muito mais parecida com português do que você pensa), entender a lógica do idioma, me acostumar com o fato de que apelido de homem muitas vezes termina com "A" - como meu namorado, por exemplo, que é chamado de Dima e eis que compro um livro. Adivinha de quem? Fiódor Dostoiévski (grafia que segundo minha outra metade está muito errada mesmo).
Ontem ao voltar para casa, anunciei:

- Estou lendo Fifi. Finalmente!

- Quem? Dostoiévski?

- É!

- Fifi? - claro que ele está morrendo de rir (Não sei de que, já que Fedya soa muito mais esquisito, tá bom?).

- Estou gostando, um cara engraçado esse Fifi, cheio de firulas para escrever e não entregar a parte boa antes da hora.

Mudança radical efetuada. Recomendo muito Irmãos Karamazov, o livro de Fifi que estou lendo agora. É possível achar publicações baratas com ótimas traduções diretamente do original.

fevereiro 06, 2009

Tick Tack - relógio biológico?


Ansiedade e pânico. Entro e fecho a porta, mal posso esperar para abrir a caixinha. Leio. Uma linha, tudo ok. Duas linhas: PAVOR, serei mãe. Hesito um pouco me perguntando como fazer uso do mini copinho. Patético, penso. Desfaço do método, mas o obedeço. Pouso o copinho em cima da pia, mergulho parte do bastão. Basta esperar 10 segundos. Olho para o bastão absorvendo o líquido fixamente. Uma linha já apareceu. Caramba, só tem dois segundos. Nunca mais vou dormir, vou ter que me mudar de país agora, mamadeiras, chupetas, carrinho de bebê, roupinhas coloridas, mini pessoa chorando, será que vai parecer com ele? Comigo? Conosco? Mini mãozinha segurando meus dedos, cheiro de bebê, fraldas e mais fraldas, creche, escola, mas como não fez o dever? Vai estudar! Vem ter aulas de português, vou contar pro seu pai, arruma sua cama, para de comer porcaria, não mexe aí, não-sei-quem-te-ligou 100 vezes, vai viajar com quem? Dez segundos. Uma linha só. Alívio. Nada mudará. Que ótimo! Digo, que bom. Quer dizer, OK...

Jogo fora os restos da possibilidade que eu achava que não queria.

Saio. Fecho a porta.

Vazio.

janeiro 23, 2009

Messias?

Chororô


Não importa o que a crítica diz sobre "O menino do pijama listrado", mesmo sendo mais um filme sobre o holocausto, ainda que alguns o considerem um tanto maniqueísta (e eu acho que quem tem somente esses argumentos, não entendeu do que se trata a película), eu achei o filme infalível quando se trata de demonstrar como os valores sociais que aprendemos no decorrer da vida tendem a modificar o que é bom em nossa essência.

Trata-se da história de um menino alemão de oito anos que durante a Segunda Guerra Mundial, se muda de Berlim para Auschwitz com sua família. O menino sabe que o pai é um alto oficial, mas não entende seu trabalho. Explorando os arredores da sua isolada casa, o menino acha os campos de concentração de judeus, e sem saber do que se trata, faz amizade com outro garotinho de sua idade.

A maestria do filme, em minha opinião, não está no roteiro, mas nas sutilezas acerca do que é feito o nosso caráter. Por esse motivo, não acho que o mesmo acabe por se perder na questão moral e clichê "bonzinho X mauzão". Triste e causador de um grande desconforto, nem precisa dizer que o filme me arrancou 98649876498317 lágrimas, né? Mas valeu a pena, para lembrar que sempre nos esquecemos do que realmente é importante.


***



Igualmente dramático e, em oposição, nada bom é o filme "Sete Vidas", Seven Pounds no original. Então Will Smith fez um filminho meio legalzinho num papel dramático, lembra? "À Procura da Felicidade" era sobre aquele cara que era muito pobre, comeu o pão que o capeta amassou e no fim se deu muito bem na vida. Pois então, Willzinho achou que foi tão bem que decidiu até produzir um filme novo, com ele no papel de coitadão - coitado e gostosão. As caras de sofrimento do indivíduo são inacreditáveis e todas cercadas dos mais populares clichês já vistos. Uma porcaria elevada à sétima potência.

janeiro 22, 2009

Vale-porrada

Se alguém disser que achou meu novo layout feio vai ter (dá uma olhada na hora que terminei)...

... Quem avisa, amigo é.

janeiro 13, 2009

dezembro 10, 2008

É verdade o que dizem: Quem não leu 'Misto quente', não leu Bukowski. Sério.

novembro 12, 2008

Você pinta com' eu pinto?

Eu achava que já tinha visto o suficiente no tocante a coisas bizarras, acreditava ser muito difícil me impressionar, mas o artista Tim Patch, o Pricasso (um trocadilho com a palavra prick e o nome do artista Pablo Picasso) é o primeiro a pintar quadros usando o pênis. Até aí tudo bem (er...), mas eu não consigo evitar imaginar o que mais ele tentou fazer com seu instrumento até resolver pintar. Assim, você comeria uma refeição feita por ele?

Na foto: o artista e seu pencel em ação.

Back from the dead

Eu o matei, mas ele voltou. Para ficar.