Ainda que seja cedo para um bloqueio, aqui estou eu: mais bloqueada do que nunca. Não por falta de idéias - elas fervilham em minha cabeça. Todavia, é por mera incompetência que não consigo forçar sua saída. Não vou culpar a gripe que se agarrou ao meu corpo e ficou e muito menos a impossibilidade de viajar nessas férias. É a pura preguiça e a maldita falta de organização interna. Ou talvez não seja nada disso. Talvez seja eu simplesmente não escrevendo torto por linhas certas. Ou apenas, de forma concisa e seca, a necessidade de silenciar. A mesma que digo ter e ironicamente, nunca me permito. Meu hobby é não engolir palavras, mas deixá-las fluir a esmo, sem sentido, intensas apenas pelo prazer de vê-las pairando no ar ou pendendo no papel e na tela luminosa. Sou, como qualquer um que escreve, uma manipuladora de verdades. E ainda mais, de mentiras - as mais reais possíveis.
julho 31, 2007
julho 27, 2007
julho 24, 2007
julho 23, 2007
The new adventures of old Leela

Desta maneira, se esse blog fosse religiosamente atualizado poderia virar um bom roteiro de comédia insossa. Uma nada sutil série de comédia sobre uma fulana ácida de doer e suas tentativas em todos os campos de sua so-called vida.
E daí vem a sacada de mestre de quem anda dirigindo essa porqueira: se a personagem conseguir deixar tudo certinho na vida, o programa perde o sentido. A graça toda - para outrem, certamente - reside é nas tentativas mal-sucedidas recorrentes.
É com base nesta nada lógica e muito menos inteligente reflexão que decidi fechar a conta do presente blog quando num dia - longínquo, eu me encontrar pelo menos com a vida afetiva encaminhada. Não é uma promessa feita a alguma entidade das trevas, é o medo de contaminar a minha fama de ácida-mal-humorada com frases feitas cafonas e fotos de algum cretino que em alguma instância há de me sacanear feio.
Pois é, eu andava disfarçando, mas continuo a mesma.
Imagem: Inmagine
P.S.: Não, o blog não vai acabar, não.
julho 20, 2007
julho 19, 2007
julho 17, 2007
Sobre o mau humor.
Eu tenho dias de bom humor. Sim, dias. Alguns.
Porque dias não são nada quando comparados a anos de mau humor.
E só para esclarecer bem as coisas: Mal amada sim.
Muito.
Mais alguma pergunta?
Porque dias não são nada quando comparados a anos de mau humor.
E só para esclarecer bem as coisas: Mal amada sim.
Muito.
Mais alguma pergunta?
julho 16, 2007
Guerra.
É sempre uma relação de opostos
A sensação dos dedos tocando o teclado frio descendo pela espinha e serpenteando âmago adentro para combater o que há de tépido e escala vísceras acima na velocidade da luz.
E ele, alheio à guerra que ocorre desse lado, lê as notícias do Iraque para mim.
A sensação dos dedos tocando o teclado frio descendo pela espinha e serpenteando âmago adentro para combater o que há de tépido e escala vísceras acima na velocidade da luz.
E ele, alheio à guerra que ocorre desse lado, lê as notícias do Iraque para mim.
julho 15, 2007
Da insônia e outros demônios
O dia amanhecera trôpego e soluçando, a luz preguiçosa esgueirou-se para tocá-la no joelho. Ao perceber, fez um gesto de impaciência e virou-se, da mesma forma que fizera durante todo o tempo em que estivera deitada procurando o sono. Mal sabia que ao descer do táxi na volta pra casa, naquela madrugada, tinha deixado seu sono cair entre o meio fio e o asfalto. Sonolento, como é de sua natureza, o sono rolou devagar e se perdeu dentro do bueiro. E ela, sob a sombra da ignorância, se preparou para se entregar a quem nem estava presente.
Entregue ficou aos contornos do lençol que lhe abraçavam. E a música que escalava seu pavilhão auricular sorrateiramente. Levou horas para descobrir o porquê de não conseguir pegar no sono e sozinha com seus pensamentos, realizou que tinha medo. Terror de estar sozinha consigo mesma.
Sentou-se na cama, alcançou o telefone e discou com dedos errantes. Ninguém atendeu. Cedo demais para pedir socorro. Recorreu à internet e ninguém amigável respondeu. Começava a suar frio, quando ele, o sono, chegou ainda molhado e ferido pela queda bueiro abaixo até o esgoto. Cheirava mal e se arrastava de tão enfraquecido.
Ela não se importou, amparou e o pegou nos braços levando-o para debaixo das cobertas. Beijou e acariciou seu sono e toda a realidade em volta se dissolveu.
A cidade acordava.
julho 13, 2007
A volta.

E a cada vez que os dedos tocam o teclado, a pseudo-certeza de que agora em diante será para sempre. E será. Até o dia em que terminar.
Eu voltei.
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