junho 07, 2008

Sonho de Consumo


Durmo e acordo pensando nessa belezinha. Quando será que colocarei minhas patinhas amadoras em uma?

junho 02, 2008

Sobre aquela que vos escrevia...

EU SOU UMA FORÇA DA NATUREZA


Se a roupa aperta, se ele não liga, se ele não elogia, se não tem suco de maracujá, se ele não disse a coisa que eu esperava, se não tinha a cor que eu queria, se a unha quebra, se não consigo ingresso, se meu cachorro aparece com pulgas, se não consigo encontrar meus amigos, se ele fica com sono quando eu quero ficar acordada, se ele faz uma crítica construtiva (eu sempre esqueço a parte "construtiva" e me lembro da "crítica"), se ele não é absolutamente extraordinário o tempo TODO, se minhas meias preferidas estão lavando, se meu cabelo está impossível, se o esmalte começa a descascar, se não consigo ler meu livro no ônibus, se as pilhas do mp3 player acabam, se fumam perto de mim, se insinuam que gosto de funk, se mudam meus planos por mim, se o cheque demora pra compensar, se senta alguém cabeçudo na minha frente quando estou no cinema, se tem almoço com a família da minha cunhada, se acaba o condicionador, se não tem aula de alemão, se não tem a pós-graduação que eu queria na faculdade que frequentei, se não tem passagem pro dia que eu planejava viajar, se o hotel é ruim, se alguém me acorda antes da hora, se o telefone toca tarde da noite, se o vizinho não segura a porta do elevador, se o dvd player não lê o dvd que acabei de comprar, se ele fica bravo com algo sem importância, se a água não esquenta logo, se não tem doce, pizza sem coca-cola, macarrão sem molho, se o batom não é da cor que parecia, se quero ver o filme e ele se recusa a fazer o download, se ele vai jogar futebol e me deixa, se o ônibus passa direto bem na hora que chego no ponto, se ele fica com ciúmes, se ele não fica com ciúmes, se ele cai na cama e dorme, se ele não quer que eu durma, se ele pergunta detalhes de tudo, se ele não pergunta os detalhes... eu fico de mau-humor e muito, mas muito brava mesmo - e a lista poderia seguir por mais linhas e linhas.

abril 13, 2008

And my boyfriend rules because...

- I don't hate anyone in particular. Just people in general.




Happy B-day, Love!!


Sim, o quão esquisito é isso? Aniversários seguidinhos.

abril 11, 2008

Crise dos 30


É segunda-feira. Melhor seria dizer que começa na segunda-feira, afinal estar na casa dos trinta só vai terminar daqui a uns 10 anos. Eu não sei para os outros, ou melhor ainda, para as outras, mas para mim virou uma crise mutante galopante enjoante que não aguento! Fazer trinta anos é a prova cabal de que não se pode mais ser considerada a mesma gatinha-inocentezinha-fofinha e tal. Eu já vivi demais para saber que o trema, por exemplo, vai e volta como tendência de moda (E não me conformo quando não posso usar), também já estou por aqui por muito tempo para reconhecer assim, de cara, as pessoas com as quais posso me dar bem. É como se as vagas para amizade verdadeira e duradoura já estivessem preenchidas: "Desculpa, deixa seu currículo. Se aparecer alguma vaga de amigão, te ligamos."

Enfim, o fato é que faço trinta anos na segunda-feira. Não é medo, nem desespero ou algo desse tipo. É uma impressão de que o tempo passou rápido demais e eu nem percebi. Ser balzaca pode até ser muito legal, mas mexe com os brios de qualquer mulher que entende o tipo de sociedade onde vivemos. Uma vez ouvi esse cara com eu trabalhava dizer:"mulher pra mim, só até 24 anos." O pior é que ele devia ter uns 50, o idiota. A atitude das pessoas à nossa volta é que é de matar, eu diria. Não a idade em si. Afinal, eu tenho 29 com corpo de 80 e mentalidade de 12. Quase entendo bem meu namorado quando ele diz que não há ninguém no mundo como eu - "Tem razão, meu amor. Muito bizarro pra se repetir... Talvez de 80 em 80 anos que nem fenômeno astronômico."

Apesar de eu saber que essa minha crise pré-aniversário
TODO MUNDO já conhece, juro que esta é um pouco pior. Uma sensação detestável de ainda não cheguei lá, como se não fosse mais dar tempo. Uma frustração invasiva como se daqui para 90 anos fosse ser um "pulo" também, um sentimento de Game Over quando na verdade, a vida só está começando.

Entretanto, estando muito insatisfeita com a minha vida profissional, nem é difícil ficar achando as coisas ruins nesse sentido. O que eu quero mesmo é ir estudar e trabalhar no Canadá por algum tempo e casar depois. O meu problema é que quero tudo para ontem, então acho fácil ficar resmungando a respeito da demora para resolver tudo que é necessário pra alcançar o que almejo. Logo, eu reclamo. Ué, eu tenho que falar algo, né? Se não for reclamação ou declaração cafona de amor, eu sou quase muda quando rodeada de gente.

Sendo assim, já sei que aprendi a reclamar muito bem até aqui, mas sério - palavras da tia velha - aprendi também que todos nós precisamos de alguém e que quando somos amados, podemos tudo. Parei de ter vergonha de não querer fazer mal aos outros para me beneficiar só para dar uma de esperta, conheço bem meus valores agora, aprendi a amar e me deixar ser amada (e isso faz diferença!), aceitei o fato de que não sou perfeita e NUNCA serei e notei que capacidade tem muito a ver com vontade e estímulo. Ei, até que não é tão maU ter QUASE 30!

Mesmo que eu não saiba/consiga mais escrever...

março 26, 2008

Novos Rumos



A coisa é matemática simples: eu tento, prometo, me estresso, tento de novo, mas acho que essa coisa de blog pode ter passado para mim. Não é bem assim que quero, mas todos nós mudamos. Meu barato agora é fotografia. Nada de profissional nisso, mas passou a ser meu maior hobby e eu sonho em fazer um curso dos bons e viver do meu hobby... Sonhar não custa nada, como já dizia a música.

Para quem quiser olhar, o link está logo ali em cima. E sim, comentários, críticas e opiniões são muito bem-vindos.

fevereiro 15, 2008

A vida como ela deveria ser - e é.

Leio para ele os meus livros preferidos e ele lê os dele para mim, para remediar a falta de tempo. Estamos lendo "A Metamorfose" do Kafka de novo - um dos meus. Os dias tem passado numa velocidade inacreditável (por que dias felizes são tão rápidos?). Estou aprendendo a me alimentar direito, não sou mais vegetariana aos poucos (é, triste...) e voltei para a academia - ele supervisiona tudo: "Academia hoje que horas, hein?" "Comeu carne já?" "Não come essa hora" "hora de dormir" e coisas assim. Eu corrijo deveres e ele estuda piano, ele cozinha e eu fotografo coisas, ele lê sobre o time dele e eu limpo, fazemos planos, pergunto sobre o nome que devo dar as fotos, ele sempre vê quando as fotos estão embaçadas, eu sempre digo que era a intenção, ele acha graça, eu adoro o riso dele, rimos um do outro, ele fecha aqueles lindos olhos e eu morro de saudade, mas daí meu corpo não aguenta e eu durmo também. O tempo em que ele está no trabalho sempre parece eterno. Chega em casa às nove, eu começo a ser feliz às oito (sim, eu plageei a raposa do Saint-Exupéry) e à meia-noite, não há ninguém mais radiante que eu no mundo. Ensino português para ele, que por sua vez, me ensina russo... frases necessárias, úteis e tento ensinar/aprender palavrões - ele diz que já sei o suficiente no quesito e que não há muita valia em aprender mais. Assistimos futebol na quarta-feira e absolutamente pasma, notei que estava me divertindo. O time dele ganhou, ele acha que eu dou sorte, eu só acho que tive muita sorte em encontrá-lo, ou ainda, ser encontrada por ele. Tenho acessos de risos por motivos bobos e ele acha fofo e engraçado, está muito bem porque acho perfeito tudo o que ele faz também. E assim os dias voam, nem sentimos o ano mudar. A vida anda assim e eu nem tenho tempo de expressar. Este post vai render um pito - "Por que não estava dormindo?", ele vai perguntar e me falar sobre a importância do sono e afins. Eu vou teimar até adormecer ouvindo a voz dele no fim do dia. Ele sempre diz que a vida está perfeita, eu concordo no escuro e acrescento que não sabia que podia ser assim. Ele sorri toda vez e arremata:"Mas assim que é."


(Clique na foto para ver o que ando produzindo)



janeiro 08, 2008

Breaking the rule.

Um dia eu atestei que não me atreveria a escrever quando desencalhasse, vulgo encontrasse O cara - e ele me encontrasse também, claro. Documentei e assinei embaixo. Eu não queria ser mais repetitiva do que o normal.
Agora que de repente o mundo ganhou cores - porque andava triste e muito cinza. Eu não tenho vontade de deixar de escrever qualquer bobagem que seja. Embora hoje não esteja no auge da inspiração, posso dizer que ando mais inventiva do que nunca. Eu não fico procurando técnicas para chorar no ônibus, eu sorrio sozinha e penso:"eu sou muito sortuda!"
Vou quebrar a regra que eu mesma criei. Continuarei escrevendo, documentando imagens e o que quer que seja.

E o mais importante: alertar a quem interessar possa - o tal do Papai Noel existe sim (eu sabia! falei pra minha mãe quando ela veio desmenti-lo há uns 24 anos atrás...).

dezembro 16, 2007

God knows we're lonely souls

Sozinha
Como quem espera
o que não pode ser esperado.
Como quem engole o último soluço
antes da calmaria.
Sozinha
Patologicamente só
Num momento perdido entre a tênue energia
que fica parada no meio dos mundos paralelos.
Matéria e antimatéria de solidão.
Vísceras em nó, sorriso partido
no reflexo do espelho que mente.
Sozinha
Enquanto o dia amanhece lá fora
Anoiteço em mim.

dezembro 15, 2007

Yuck.

Homens são ridiculamente previsíveis. Que merda que preciso deles. Que bom que tendem a morrer antes que as mulheres.

novembro 16, 2007

Boohoo

Agora que tenho quase 30 anos, virei esse personagem caricato desses filmes de comédia barata. Parece que quanto mais velha eu fico, mais infantil eu me torno. Os hormônios então piraram de vez, não é raro eu me pegar agindo feito louca. Rindo sozinha sem motivo ou chorando sem parar (com motivo, mas...). Ando mesmo curiosa para saber como é possível uma pessoa chorar 3 dias sem parar - Tá, eu parei pra dormir, mas no meu sonho eu também estava chorando! Mas que bela merda essa de amadurecer! Quando eu era adolescente eu me achava toda almighty, quase uma heroína, a protagonista de um filme interessantíssimo. O tempo passa e eu começo a notar que não sou mais aquela coisinha engraçadinha, estou mais para uma coisa hilária mesmo e aquele tão querido filme que eu achava estar estrelando é um puta filme B, que nem o diretor leva a sério.

A boa parte é que agora começo a me lixar de forma mais incisiva para o que os outros pensam e ando fazendo coisas que jamais faria há alguns anos atrás. Usar franja é uma dessas coisas (sempre tive a maior implicância com gente negra de franja - olha eu), dormir é algo que saiu da minha rotina também, trabalhar e não render nada, tomar uns 4 banhos mesmo em dias frios para chorar as mágoas melhor. É essa coisa nova que tenho agora. Sim, porque todo mundo toma pé-na-bunda, tem decepção amorosa, se separa e eu, inclusive, tenho a bunda com mais marcas de pé que conheço. Para ser bem honesta, nem doía mais. Entretanto, agora que estou ficando senil, eu tenho essa coisa nova: chorar. E não é um chorinho daqueles que a gente dá umas fungadinhas e passa, não. É aquele que parece uma inundação, como se o muro da represa tivesse caído. O rosto vai ficando quente, os olhos marejados e essas lágrimas grossas vão caindo no meu peito - note que eu disse caindo e não rolando pelo rosto. Se eu não estivesse ocupada inundando meu decote eu até acharia engraçado.

A coisa toda se agregou a minha rotina de uma forma tão real e constante que já tenho técnicas para chorar em lugares públicos sem que ninguém perceba e até em casa. Outro dia levei o cachorro para dar uma volta na praça, aproveitei que estava vazia e abri o berreiro. Logo apareceu um guardinha, sei lá de que buraco, para saber se eu estava bem. Eu só queria chorar alto, moço, eu disse entre soluços e com o nariz escorrendo, um charme. Ele fez aquela cara que se faz quando alguém maluco diz algo. Fez menção de se afastar, mas resolveu colocar a mão no meu ombro e dizer que tudo ia melhorar. Oras, que idéia! É claro que chorei mais ainda. Esse deve ter sido assim o ponto alto do meu filme B pessoal: chorar no peito do guardinha da praça enquanto meu cachorro abraçava a perna do sujeito com intenções sexuais. Ainda bem que não me perguntou o porquê, eu nem teria uma resposta melhor do que:"Não sei, um dia acordei e não parei mais de chorar, que inusitado, não?"

E ainda tem gente que vem com aquele papo de chora-minha-filha-que-faz-bem. Pois sim. Todas as músicas parecem dizer algo diretamente para mim. E não é nada de natureza emo, não me entenda mal. Eu não penso em me ferir, mas as comportas estão abertas. Eu chorei assistindo "Os Simpsons" no outro dia, peloamordedeus. Eu contaria mais sobre técnicas lacrimosas, mas está na hora da minha choradinha matinal.

[Cry me a river]

outubro 30, 2007

Entre-vidas

Porque eu sinto que a transição está muito próxima, quase tão tangível quanto o medo de fracassar - oras, é claro que este existe, eu sou apenas humana. Porque eu tenho quase certeza que é por agora. Sei porque quase toda mudança dói, excita, atrai, revira o estômago e invade. Chega devastando com tudo que você achava confiável, como um furacão. E no fim, normalmente, você nota que foi o que poderia acontecer de melhor.
Porque eu ando correndo atrás da mudança, daquele prêmio final. Eu me comportei na maior parte das vezes e as outras são tão perdoáveis...
Mãos estendidas qual uma criança esperando por um doce. Eu querendo preencher o vazio, seja com uma idéia, um objetivo, um bem material ou, simplesmente, outra mão.

[I wanna hold your hand]

outubro 24, 2007

Silly beans

Okay. Fica sacramentado aqui o dia em que eu assumi que sou uma romântica incurável, do tipo que acha que sofrer de amor faz parte do sentir-se viva e acredita em toda aquela bobagem que a televisão ensina sobre amor que dura e afins.

Eu mereço um tapão. Mereço sim.

***

Estúpida e desastrada.
E consciente disso.
Não percebe sutilezas, mas não gosta da falta delas.
E não gosta da analogia do coração.
Coração não se enche de alegria
Coração não se enche de amor
Coração não se enche de saudade
Enche-se apenas de sangue.
Enche-se apenas.
Enche-se
Enche.
(Publicado em Outubro - 2005)

outubro 17, 2007

I alone


For Kamil who is into cameras,
taught me about frames,
and who I always miss.

***
É fácil sofrer de solidão aguda, assim como é simples ser infeliz. O difícil - e tão mais legal - é ser feliz. Na lista de coisas que eu quero tem o seguinte tópico agora: Ser uma pessoa mais distante (fond, but not in love). Não digo esse tipo de coisa de forma hipócrita, como quem se decepcionou. Entretanto, saudade e solidão andam de mãos dadas e eu tenho medo de dejà vu.

[It's all wrong. It's allright. It's all wrong.]

outubro 11, 2007

Wine lover


Vinho é bom e perigoso. Sim, é a única bebida que adoro beber sozinha. Sendo assim, o saldo de hoje são duas garrafas e meia de vinho tinto. Para curar a insônia, as paranóias e calar a evil Leela - que sempre quer destruir a minha felicidade. Ah sim! E Geliebte sou eu, em alemão.

- Eat me, drink me -

outubro 10, 2007

Over the rainbow

O novo álbum do Radiohead, IN RAINBOWS, lançado oficialmente hoje foi realmente distribuído de graça para quem se inscreveu no site ligado à banda. Enquanto isso, no Last FM ninguém ouve outra coisa e a aceitação é bem alta. Especulações a respeito da melhor faixa já acontecem (bobagem, não consigo escolher). Deve ser algum tipo de novo record: tanta gente ouvindo a mesma coisa simultaneamente no mundo todo. E mesmo que a minha opinião a respeito não seja nada imparcial, eu não me vejo ouvindo outra coisa por muito tempo.


[In Rainbows is my boyfriend and he sure knows how to f... my brains out]

outubro 07, 2007

Isadora.

Eu queria que você estivesse aqui para te contar como sou infantil, como me entrego fácil ao primeiro geniozinho que aparece, como ando apaixonada por alguém ultimamente, como choro às vezes sem motivo algum, como pequenas coisas me fazem feliz algumas outras vezes e como o tempo cura quase tudo.
Menos a saudade que vamos sentir.

[The moon would freeze and the plants would die]

outubro 06, 2007

Tests

E um desejo imenso de fazer qualquer coisa que não seja isso.

[Du liebst mich nicht - aha]

outubro 04, 2007

Fields of gold

Eu estou por aqui sim, mas é que só penso em campos dourados ultimamente. Se você me conhece, sabe bem o que acho do ato de escrever quando se está num estado semelhante ao meu...

[We'll forget the sun in his jealous sky as we lie in fields of gold]

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Prosopopéia flácida para acalentar bovino

A mentira é a condição primária da poesia e do amor.

Quem não pode entender isso, não está apto a escrever ou amar.
Entretanto, eu posso estar mentindo.


Da ordem das coisas
Arrumando a cama, dobrando lençóis
movimentando colônias de ácaros que repousam sobre o leito.
Cada coisa em seu lugar pré-estabelecido,
ainda que não se saiba por quem definido.
Movimentos iguais, ainda que sejam lençóis diferentes.
A parede como testemunha, vê o filme da vida alheia passar em câmera rápida.
O dormir, acordar, arrumar, ler, sorrir, chorar, sorrir outra vez e dormir de novo.
E tendo visto isso, lá de sua realidade branca, a parede se contenta com suas mudanças periódicas de cor.

(Publicados em 31/07/2005)

setembro 15, 2007

Matemática II

E precisou um de dezoito para ensinar uma de vinte e nove que o clichê acerca do jeito de ser masculino tem exceções, que pequenos gestos podem ser enormes e que impossibilidade é extremamente relativo.

[2+2=5]
(Two & two always makes up five)